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ANP delimita 501 novos blocos de petróleo na Margem Equatorial

A ANP delimitou 501 blocos exploratórios de petróleo na Margem Equatorial, somando área equivalente ao Mato Grosso do Sul, véspera de leilões e sem avaliação integrada dos riscos socioambientais.

Nesta reportagem

Área equivalente ao Mato Grosso do Sul é mapeada às vésperas de leilões, sem avaliação integrada dos riscos socioambientais na região

A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) aprovou a delimitação de 501 novos blocos exploratórios nas cinco bacias da Margem Equatorial, somando cerca de 380 mil quilômetros quadrados, área equivalente ao estado do Mato Grosso do Sul. A decisão foi anunciada às vésperas de dois leilões de áreas para exploração de petróleo e gás marcados para esta quarta-feira (7/10), sob os regimes de concessão e partilha.

Segundo a ANP, em informação reproduzida pelo Valor, as áreas foram delimitadas como atualização do mapa de blocos na região petrolífera, após a extensão da Plataforma Continental Brasileira. Os blocos estão agrupados em 11 setores, distribuídos nas bacias Potiguar, Ceará, Barreirinhas, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas, em lâminas d’água com profundidade superior a 3 mil metros. A ANP classificou a região como nova fronteira exploratória, denominação usada para áreas ainda pouco conhecidas do ponto de vista geológico, que demandam novas campanhas de levantamento de dados, conforme explica o Brasil 247.

A agência reguladora esclarece que a delimitação não significa inclusão automática das áreas no sistema de oferta permanente, modalidade simplificada de venda em que toda a produção de combustíveis fósseis fica com a petrolífera, nem afeta contratos já vigentes, já que se trata de áreas ainda não contratadas. Ainda assim, o movimento amplia significativamente o território potencialmente disponível para exploração fóssil em uma das regiões mais sensíveis do ponto de vista socioambiental do país.

A extensão da Plataforma Continental Brasileira para além das 200 milhas náuticas, cerca de 320 quilômetros, foi reconhecida em 2025 pela ONU, que validou o direito do Brasil de explorar recursos naturais no solo e subsolo da Margem Equatorial. A decisão ocorreu, segundo o ClimaInfo, mesmo sem haver uma avaliação integrada dos riscos socioambientais dessas operações na região, que abriga ecossistemas marinhos pouco estudados e está próxima da foz do rio Amazonas.

O anúncio da ANP coincidiu com a informação da Petrobras sobre uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Foz do Amazonas. A delimitação dos blocos e os leilões também foram noticiados por Poder 360, Agência iNFRA, Agência Brasil, Brasil Energia, O Globo e UOL.


Fonte: ClimaInfo

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ClimaInfo e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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