Terra de Direitos alerta que comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas pagam o preço do ‘Super El Niño’ enquanto Estado reage tarde demais
Comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais enfrentam isolamento, insegurança alimentar e perdas de produção diante de dois fenômenos climáticos extremos registrados em 23 de setembro: a Defesa Civil Nacional reconheceu, no mesmo dia, situação de emergência por estiagem e seca em municípios do Nordeste e por chuvas intensas, granizo e inundações no Sul do país, segundo artigo assinado por integrantes da organização de direitos humanos Terra de Direitos.
No Paraná, a Comunidade Quilombola João Surá, em Adrianópolis, sofre com a cheia do rio e o fechamento de estradas, o que compromete o acesso a alimentos, energia, escola e hospital, além de causar perdas no plantio. Diante da ausência de assistência pública, a comunidade recorreu a soluções próprias, como gerador a diesel improvisado para manter freezers escolares e acesso à internet, relatam as autoras do texto.
No extremo oposto, no Tapajós, Oeste do Pará, a escassez de água atinge comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, com previsão de que o auge da seca ocorra em outubro. O artigo recupera a memória da grande estiagem de 2023 e 2024, quando o nível do Rio Tapajós e seus afluentes caiu drasticamente, embarcações encalharam, populações ficaram isoladas sem pesca nem acesso a mercados, roças secaram sem possibilidade de irrigação e incêndios florestais provocaram aumento de problemas respiratórios na região. Na ocasião, o governo do Pará decretou emergência e houve atuação das Forças Armadas no transporte de mantimentos, mas apenas depois de forte mobilização dos próprios povos.
Segundo as autoras, as previsões sobre o chamado
Fonte: Brasil de Fato
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

