UFRGS recebe de 9 a 11 de outubro a 3ª edição dos JUIRS, com atletas de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) recebe, de sexta-feira (9) a sábado (11), a 3ª edição dos Jogos Universitários Indígenas da Região Sul (JUIRS 2026). O evento reúne cerca de 500 participantes, entre eles 300 estudantes indígenas de graduação e pós-graduação do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além de 50 crianças e 150 convidados de comunidades indígenas da Região Metropolitana de Porto Alegre.
As atividades acontecem na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (Esefid/UFRGS), no Campus Olímpico, bairro Jardim Botânico. A programação inclui atletismo, cabo de guerra, arco e flecha, luta corporal, arremesso de lança, arremesso de peso, corrida com tora, futsal e voleibol, além de vivências e práticas culturais tradicionais dos povos indígenas. A cerimônia de abertura ocorre no sábado (10), às 8h, com participação da Administração Central da UFRGS, seguida pela Mostra Cultural dos Povos Indígenas, das 19h às 22h. A premiação está marcada para domingo (11), às 16h.
O JUIRS é promovido pelo Coletivo de Estudantes Indígenas da UFRGS e tem como tema desta edição “Esporte como resistência!”. As duas edições anteriores foram realizadas em Santa Maria (RS), sob organização da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A edição deste ano conta com apoio da Esefid, da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae/UFRGS), da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe/UFRGS) e da Pró-Reitoria de Extensão (Prorext/UFRGS).
Ademir Garcia, representante do coletivo e estudante de ciências jurídicas e sociais da UFRGS, afirma que sediar o evento em uma universidade pública simboliza mobilização e ocupação do espaço acadêmico por estudantes indígenas. “É, antes de tudo, um marco de muita luta, união e resistência dos nossos povos. Trazer essa terceira edição para dentro de uma universidade pública em Porto Alegre, reunindo estudantes que vêm do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, é uma forma muito significativa de demarcar o nosso espaço na academia”, afirma.
Segundo Garcia, os jogos também contribuem para dar visibilidade à cultura e aos saberes tradicionais dos povos originários. “Mostrar que a nossa cultura, os nossos saberes e o nosso esporte sempre caminharam juntos, fortalecendo a nossa juventude e dando visibilidade à nossa luta. É um momento de ocupação, com muita alegria, dignidade e orgulho de quem somos e de onde viemos”, destaca.
Fonte: Brasil de Fato
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

