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Artista indígena Posada lança videoclipe gravado em Belém e leva oficinas a Porto Alegre

A multiartista indígena Posada lança o videoclipe “Madrugada”, gravado em Belém, e realiza oficinas de discotecagem em espaços comunitários de Porto Alegre, dando continuidade ao álbum “Flecha Envenenada”.

Nesta reportagem

"Madrugada" dá sequência ao álbum "Flecha Envenenada" e revisita memórias de infância da multiartista, que também promoveu oficinas de discotecagem em espaços comunitários gaúchos

A multiartista indígena Posada lançou, no final de setembro, o videoclipe “Madrugada”, que dá continuidade ao seu primeiro álbum autoral, “Flecha Envenenada”. Gravado em diferentes locais de Belém (PA), o trabalho se constrói a partir de um reencontro da artista com a cidade que integra sua história e suas memórias de infância. Dirigido e produzido por José Guimarães Netto, o videoclipe já está disponível no canal da artista no YouTube.

Filha de pai colombiano e mãe paranaense, criada entre o Pará e o Rio Grande do Sul, Posada explica que a ideia do clipe é transmitir a sensação de um passeio de alguém que retorna à cidade para reviver memórias. “Dar esse rolê é revisitar cada espaço especial pra mim”, afirma a artista. A narrativa visual começa no bairro onde a mãe de Posada cresceu e percorre lugares que atravessam a memória afetiva da compositora, acompanhando o sentido de transformação pessoal que atravessa a música. “É muito significativo e emocionante tudo que sinto com relação a esse lugar. Belém tem essa importância revolucionária para mim”, ressalta.

Em Porto Alegre, o projeto seguiu a partir de encontros e compartilhamento de saberes. Em setembro, foram realizadas quatro oficinas de discotecagem no Coletivo Preta Velha, no Ilê Mulher, no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e no Areal do Futuro, conduzidas por artistas e agentes culturais que também pensam a música a partir da coletividade. A escolha desses espaços parte da ideia de aproximar o projeto de lugares que reúnem públicos diversos e desempenham papel de apoio, convivência e resistência em seus territórios. Segundo Posada, compartilhar saberes e aprender coletivamente são princípios que atravessam tanto as oficinas quanto sua trajetória na música.

Antes dessa etapa, o álbum “Flecha Envenenada” já havia encontrado o público em show de lançamento na Festa Arruaça, que reuniu aproximadamente 3 mil pessoas. O coletivo Arruaça, do qual Posada faz parte, é importante na trajetória da artista pela relação com a cena cultural de Porto Alegre e pela possibilidade de criar encontros entre música, festa, diversidade e convivência.

Posada é multiartista, DJ, cantora, compositora e produtora musical formada em Música Popular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Artista indígena em contexto urbano, sua pesquisa parte do corpo, do território e da memória, utilizando beats, vozes e paisagens sonoras como instrumentos narrativos e políticos. Sua atuação articula criação artística, curadoria, formação e pensamento crítico sobre cidade, identidade e pertencimento, dialogando com a música eletrônica, a música urbana latina e as memórias ancestrais indígenas.


Fonte: Brasil de Fato

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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