Foram 191 candidaturas indígenas registradas e o eleitorado autodeclarado indígena cresceu 84% em relação a 2024, segundo dados do TSE e da Apib
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) registrou 191 candidaturas indígenas nas eleições de 2026, o maior número desde que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a coletar dados de raça e cor dos candidatos. A Amazônia Legal concentrou 80 dessas candidaturas, 42% do total. O TSE contabilizou ainda 287.157 pessoas autodeclaradas indígenas aptas a votar, crescimento de 84% em relação às 155.661 registradas em 2024, com o Amazonas liderando o aumento absoluto: de 37.359 para 73.580 eleitores indígenas.
No primeiro turno, Sônia Guajajara (PSOL) foi reeleita deputada federal em São Paulo com 54.207 votos. No Amazonas, Clóvis Curubão (PT), do povo Tariana e ex-prefeito de São Gabriel da Cachoeira, tornou-se o primeiro indígena eleito para a Assembleia Legislativa do estado, com 34.869 votos, mais da metade deles vindos do próprio município. Segundo a Apib, as candidaturas indígenas se espalharam por legendas diversas — Rede, MDB, PSB e PT no Amazonas; PSB, PT, PSD, Avante e PSOL no Pará; PT, Agir e PSOL em Roraima —, o que indica que a representação indígena não segue um único projeto partidário.
Para Danielle Munduruku, diretora do Instituto Intercultural de Educação, Saúde e Território do Rio Negro (IEST/UFAM), a participação eleitoral dos povos indígenas está ligada à memória política transmitida entre gerações. Segundo ela, os povos indígenas tiveram que sobreviver ao processo de colonização e hoje enfrentam diferentes formas de colonialidade, e esquecer essas lutas significaria entrar em um
Fonte: amazonialatitude.com
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