Boletim da CNM aponta 6,9 milhoes de atingidos por calor, seca e temporais entre julho e setembro, com agropecuaria como setor mais afetado
Entre 1º de julho e 30 de setembro, desastres climaticos como ondas de calor, seca, vendavais e inundacoes atingiram 6,9 milhoes de pessoas no Brasil e deixaram 25 mortos, segundo a 2ª edicao do Boletim El Niño 2026/2027 da Confederacao Nacional de Municipios (CNM), divulgado nesta terca-feira (6/10). No periodo, 1.035 municipios decretaram situacao de emergencia ou estado de calamidade publica, e 87,7 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas.
Os prejuizos economicos somaram R$ 12,6 bilhoes, e o setor mais afetado foi a agropecuaria, que tambem responde pela maior parte das emissoes de gases de efeito estufa do pais. Dos R$ 3,6 bilhoes em prejuizos publicos, R$ 1,8 bilhao veio do abastecimento de agua potavel, alem de gastos extras com infraestrutura publica (R$ 557,8 milhoes) e com saude publica e atendimento de emergencias (R$ 562,8 milhoes).
No Rio Grande do Sul, os temporais de setembro atingiram 146 municipios e mais de 527 mil pessoas, matando quatro e forcando mais de 3 mil a deixar suas casas, alem de danificar quase 2,4 mil residencias, 38 escolas e 17 unidades de saude. No Sudeste, a CNM registrou vendavais, deslizamentos, granizo e inundacoes. Ja o Nordeste concentrou a maior parte das perdas economicas por secas e estiagens, enquanto no Norte a reducao das chuvas levou Acre, Amazonas, Para, Roraima e Rondonia a decretar emergencia, com prejuizos a agricultura, pecuaria, pesca e transporte.
A CNM alerta que o fenomeno El Niño, ja classificado como
Fonte: ClimaInfo
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ClimaInfo e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

