Coletivo formado por mulheres indígenas do Baixo Tapajós integra o Sonora Brasil Sesc 2026, com shows e oficina entre 9 e 20 de outubro
O grupo paraense Suraras do Tapajós se apresenta em dez cidades do Rio Grande do Sul entre os dias 9 e 20 de outubro, com shows e uma oficina, dentro da programação do Sonora Brasil do Serviço Social do Comércio (Sesc) 2026. A circulação integra a 28ª edição do projeto, que tem como tema “Reverberações Afro e Indígenas”.
O Suraras do Tapajós é, segundo a divulgação da turnê, o primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas no país. O coletivo combina canções autorais e repertórios da música paraense, valorizando a natureza, a força feminina e a ancestralidade dos povos do Baixo Tapajós, na Amazônia.
A passagem do grupo pelo estado inclui apresentações em Canoas, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Passo Fundo, Carazinho, Ijuí, Santa Rosa, Alegrete, Rio Grande e Pelotas, com entrada gratuita em todas as datas. Em Caxias do Sul, além do show, o grupo realiza uma oficina aberta ao público no estande do Sesc durante a Feira do Livro.
A presença do Suraras do Tapajós no Sonora Brasil leva para fora da Amazônia um repertório construído a partir da experiência de mulheres indígenas do Baixo Tapajós, região marcada pela resistência de povos originários frente a pressões como garimpo e desmatamento. O carimbó, ritmo tradicional do Pará com raízes indígenas, africanas e europeias, funciona aqui como instrumento de afirmação cultural e de visibilidade para vozes femininas indígenas em um projeto que propõe justamente dialogar com reverberações afro e indígenas na música brasileira.
A circulação do grupo faz parte de uma programação cultural mais ampla no Rio Grande do Sul neste mês de outubro, que reúne festivais de teatro de bonecos, música, artesanato e exposições em Porto Alegre, Pelotas e outras cidades do interior, muitas delas ainda se recuperando das enchentes de 2024.
Fonte: Brasil de Fato
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

