Levantamento de SUMAÚMA mostra 324 eleitos ligados a pautas antiambientais e anti-indígenas, incluindo apoiadores do PL da Devastação e do marco temporal
Um levantamento feito por SUMAÚMA, publicado nesta segunda-feira, 5 de outubro, mostra que ao menos 324 candidatos eleitos no domingo têm ligação com fatores que contribuíram para a destruição da Floresta e da vida no planeta — mais da metade das cadeiras da próxima legislatura no Congresso Nacional. Na Câmara, 260 dos 513 deputados federais eleitos votaram contra os direitos indígenas, a favor do desmonte da legislação ambiental, já cometeram infrações ambientais ou integram a bancada ruralista. No Senado, são 24 dos 54 eleitos nesta eleição, segundo o cruzamento de dados feito pela SUMAÚMA com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
O levantamento usou como referência o PL da Devastação, que desestruturou as regras de licenciamento ambiental, e o marco temporal, tese que restringe a demarcação de terras indígenas a territórios ocupados em 1988 — ambos com apoio amplo entre os eleitos. Quando somadas as demais medidas monitoradas pelo Cimi contra os povos indígenas, o número sobe para 255 deputados e 32 senadores. Para Luis Ventura Fernández, secretário-executivo do Cimi, o Senado concentra o cenário mais preocupante, com crescimento de parlamentares da extrema direita do Partido Liberal (PL) e risco de que propostas avancem
Fonte: SUMAÚMA
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de SUMAÚMA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

