Ativista histórica dos povos indígenas disputou sem recursos do próprio partido em um dos estados mais devastados e bolsonaristas do país
A ativista Neidinha Suruí, de 67 anos, obteve 1,42% dos votos na disputa por uma vaga no Senado por Rondônia em 2026. O estado elegeu Fernando Máximo (31,95%) e Bruno Scheid (26,51%), ambos do PL, além de Marcos Rogério (57,06%) para o governo estadual, consolidando a força da extrema direita na região. Neidinha é mãe da ativista indígena Txai Suruí e atua há mais de 40 anos em defesa dos povos originários e da floresta.
Segundo relato da própria candidata à SUMAÚMA, seu partido, o PSB, tentou retirar sua candidatura para apoiar um nome do PT e não destinou a ela nenhum recurso do fundo partidário. Com isso, Neidinha afirma que só conseguiu fazer campanha na capital, Porto Velho, e em três aldeias próximas, com transporte cedido por um candidato de outra legenda. Ela relata ter se sentido humilhada por não ter material de campanha enquanto outros candidatos distribuíam santinhos durante visitas às comunidades indígenas.
Neidinha é historiadora, mestra e doutora em geografia, e ajudou a fundar a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, voltada à conservação ambiental e aos direitos dos povos indígenas. Ela afirma ter sofrido ameaças de morte ao longo de sua trajetória de defesa da floresta e dos territórios indígenas.
O resultado eleitoral ocorre em um estado que se tornou um dos principais redutos do bolsonarismo no país, segundo o estudo
Fonte: SUMAÚMA
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de SUMAÚMA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

