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trecho}. Segundo ele, o levantamento traduz em mortalidade o que antes só era possível prever em impacto sobre colheitas. Já Tamma Carleton, coautora da pesquisa e professora da Universidade da Califórnia, Berkeley, defende mobilização imediata de recursos para ampliar a capacidade de resposta, com alertas de calor, centros de resfriamento e proteção a populações vulneráveis e trabalhadores.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde afirma estar se preparando com a instalação de bases da Força Nacional do Sistema Único de Saúde, estrutura com equipamentos e pessoal voltada à atuação em emergências e desastres. Os pesquisadores alertam que os números podem ser ainda maiores caso o El Niño se prolongue, e descrevem o fenômeno atual como uma amostra do que se tornará mais comum com o avanço das mudanças climáticas.
No cenário internacional, o relatório projeta 67 mil mortes na África, concentradas na região do Sahel, com destaque para Nigéria, Sudão, Níger e Chade. No sudeste asiático, Filipinas, Vietnã, Tailândia e Camboja somam projeção de 19,4 mil mortes, enquanto a Índia deve registrar 15,8 mil. Nas Américas, Estados Unidos, Venezuela e Colômbia aparecem entre os países mais afetados depois do Brasil.

