Jornalista descreve ‘heredofascismo’ como herança política que ameaça territórios indígenas e rios amazônicos a poucos dias das eleições de 2026
A poucos dias do primeiro turno das eleições presidenciais do Brasil, marcado para domingo, 4 de outubro, a candidatura de Flávio Bolsonaro reacende o debate sobre os riscos que um governo herdeiro do bolsonarismo representa para a Amazônia e os povos indígenas. Em artigo publicado pelo Amazônia Latitude, o jornalista relata que Flávio fez campanha em Altamira, no Pará, vestindo camiseta com o lema “A Amazônia é nossa”, em uma região marcada por grilagem de terras públicas, mineração e expansão do agronegócio.
Segundo pesquisas citadas no texto, a disputa em um possível segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula está tecnicamente empatada, dentro da margem de erro. O autor cunha o termo “heredofascismo” para descrever o que chama de herança de uma estrutura política autoritária construída durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), e não apenas a repetição de uma figura individual. Jair Bolsonaro não pode concorrer por cumprir pena de 27 anos pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.
O artigo recupera dados do período bolsonarista: mais de 2 bilhões de árvores derrubadas na Amazônia, 684 mil hectares de floresta perdidos no Médio Xingu, 570 crianças yanomami menores de cinco anos mortas por doenças evitáveis — aumento de 29% —, e 795 pessoas indígenas assassinadas entre 2019 e 2022, 54% a mais que no período anterior. O texto também menciona a ocupação do terminal portuário da Cargill em Santarém por mais de 1.200 indígenas de 14 povos, durante 33 dias, para exigir a anulação de decreto federal que privatizaria os rios Tapajós, Tocantins e Madeira à navegação comercial.
O artigo relata ainda que, em maio de 2026, Flávio Bolsonaro viajou a Washington para se reunir com Donald Trump, propondo adesão do Brasil ao Escudo das Américas e uma aliança em torno das terras raras e minerais críticos do país, que detém reservas significativas de lítio, nióbio, manganês e outros elementos estratégicos. Ao presidente americano, pediu que classificasse como terroristas as facções do crime organizado brasileiro — o que, segundo o autor, equivale a delegar a um governo estrangeiro decisões sobre segurança interna do Brasil.
O texto destaca também a campanha evangélica de Flávio Bolsonaro em Belém, onde discursou sobre
Fonte: amazonialatitude.com
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