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Incêndios na Indonésia colocam país no topo das emissões globais de CO2

Incêndios em florestas e turfeiras de Bornéu e Sumatra levaram a Indonésia a superar a Rússia em emissões de CO2 em uma semana, suspender aulas de 1,4 milhão de estudantes e espalhar fumaça até Filipinas e Malásia.

Nesta reportagem

Fumaça de florestas e turfeiras em chamas suspende aulas de 1,4 milhão de estudantes e já atinge Filipinas e Malásia

Entre 1º e 7 de setembro, os incêndios florestais na Indonésia emitiram 19,7 milhões de toneladas de CO2, equivalente às emissões anuais de 4,3 milhões de veículos, segundo dados do Fire Emissions Watch, portal do serviço de monitoramento climático Copernicus, da União Europeia, citados pela Reuters. O volume fez o país ultrapassar a Rússia no período e representou mais de um terço do total global de emissões vindas de queimadas.

As chamas atingem extensas áreas de floresta e turfeiras ressecadas nas ilhas de Bornéu e Sumatra. Segundo a CNN, autoridades indonésias classificam a atual temporada de incêndios como a mais intensa dos últimos 11 anos, agravada pelo El Niño, fenômeno climático que eleva temperaturas e provoca secas severas na região.

A poluição do ar causada pela neblina de fumaça levou as escolas da capital da província de Sumatra do Sul a suspenderem as aulas presenciais na quarta-feira (9/9), conforme relatam AP, ABC News e India Today. As interrupções no ensino já afetaram mais de 1,4 milhão de estudantes em todo o território indonésio, evidenciando o impacto direto da crise climática sobre a vida cotidiana da população.

Para conter o fogo, o Japão enviará no próximo fim de semana três helicópteros de transporte e 180 tripulantes à Indonésia, informam Reuters e Japan Times. O apoio se concentrará nas seis províncias mais atingidas em Sumatra e Bornéu, onde o combate às chamas em turfeiras é especialmente difícil por se tratar de solo orgânico que queima em profundidade e libera grandes volumes de carbono acumulado ao longo de séculos.

A fumaça já ultrapassou fronteiras: chegou às Filipinas, a mais de 800 quilômetros de distância, e atingiu a Malásia, forçando autoridades a declararem estado de emergência na semana passada em uma cidade do estado de Sarawak, na ilha de Bornéu. O episódio expõe como a destruição de florestas e turfeiras tropicais gera consequências que atravessam países e agravam a crise climática global.


Fonte: ClimaInfo

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ClimaInfo e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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