Justiça
A advogada indígena Maíra Pankararu, da APIB, denuncia ao podcast Bom dia, fim do mundo incêndio contra uma rezadeira Guarani Kaiowá de 90 anos e ameaças de envenenamento de água em aldeias de Mato Grosso do Sul após o segundo turno das eleições, além de falhas no acesso ao voto indígena no Vale do Javari.
A Justiça Federal do Amazonas suspendeu concessões de petróleo e gás da Atem e da Eneva na Bacia do Amazonas após o MPF comprovar que cinco Terras Indígenas e comunidades tradicionais seriam afetadas sem consulta prévia.
Em audiência na ALMG, comunidades cobram transparência no Novo Acordo Rio Doce e apontam reassentamentos incompletos e falta de participação
Em 5 de novembro de 2015, a barragem de Fundão, da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP, rompeu em Mariana (MG). Onze anos depois, a lama segue no corpo do rio Doce e na vida dos povos Krenak, Puri, Tupinikim e Guarani. Um acordo bilionário foi assinado sem que eles fossem consultados, e só agora a Justiça brasileira condenou alguém pelo crime.
O governo federal determinou a permanência indeterminada de 145 agentes da Força Nacional em três aldeias Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul após denúncias de ameaças e agressões no pós-eleição.
Onde a soja avança, aldeias, quilombos e comunidades tradicionais são atacados. A Revista Caipora mapeou 15 casos de violência, ameaça e disputa por terra em 6 estados e levantou o que fizeram governadores e prefeitos em cada um: operações policiais contra retomadas, ações na Justiça contra demarcações, leis contra ocupações e declarações que tratam a luta pela terra como crime. A violência atravessa governos de partidos diferentes. O voto é parte do contexto, não a explicação.
Janine Mello visitou aldeias Guarani Kaiowá na fronteira com o Paraguai e garantiu que o governo federal apura todas as denúncias de ataques e ameaças registradas após o segundo turno das eleições em Mato Grosso do Sul.
O governo federal vai ampliar o efetivo da Força Nacional em Mato Grosso do Sul após denúncias de violência política contra os Guarani Kaiowá no pós-eleição, incluindo caso de ameaça de envenenamento de água em aldeia.
Ministros dos Povos Indígenas, da Justiça e dos Direitos Humanos visitaram aldeias Guarani Kaiowá em Mato Grosso do Sul para apurar ameaças, um incêndio criminoso e áudios que sugeriram envenenar a água de uma comunidade após o segundo turno das eleições.
Após incêndio na casa de uma rezadeira Kaiowá de 90 anos e áudios com ameaças de envenenamento em Tacuru (MS), Funai e Ministério dos Povos Indígenas acionam a PF e criam força-tarefa para apurar mais de 30 casos de violência contra indígenas ligados às eleições.
Em 2026, o fogo voltou ao Norte com outro mapa. Primeiro cercou Manaus e as terras do povo Mura; depois explodiu no oeste do Pará, em volta de Santarém e das terras indígenas do Xingu. A Revista Caipora reuniu os dados do Inpe, do Ministério do Meio Ambiente, da Coiab, do Ministério Público Federal e dos distritos de saúde indígena até 30 de outubro para mostrar onde o fogo queimou, quem respirou a fumaça e o que o Estado fez.
A Polícia Federal cumpriu 26 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de invadir e cometer violências na Terra Indígena Kaingang Ligeiro, no Rio Grande do Sul.

