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Artigo reafirma que raízes da cultura gaúcha vêm dos povos Guarani

Um artigo de opinião publicado no Brasil de Fato atribui aos povos Guarani, aos Charruas e à população negra a origem das tradições celebradas no Dia do Gaúcho no Rio Grande do Sul.

Nesta reportagem

Texto de opinião no Brasil de Fato resgata o papel das reduções jesuítico-guaranis na formação dos costumes celebrados no Dia do Gaúcho

Um artigo de opinião publicado no Brasil de Fato, assinado por Vicente Rauber, engenheiro especialista em Planejamento Energético e Ambiental, defende que as características e costumes atribuídos ao gaúcho têm origem fundamentalmente nos povos originários Guarani, com contribuições importantes dos Charruas e de populações negras. O texto foi publicado em torno do 20 de setembro, Dia do Gaúcho, feriado no Rio Grande do Sul desde 1953.

Segundo o autor, a temática dos festejos farroupilhas deste ano é “Herança Jesuítica e Guarani no RS: 400 anos de cultura e tradição”, em referência ao início dos aldeamentos e reduções dos Guarani conduzidos por padres jesuítas na América do Sul, entre eles a Redução de São Nicolau, fundada pelo padre Roque Gonzales. O artigo afirma que ali se moldaram as principais características e costumes hoje associados ao gauchismo, para além do churrasco e do chimarrão.

O texto reconhece que o processo das reduções jesuíticas não foi completamente pacífico nem consensual, mas o descreve como uma experiência que integrou amplos conhecimentos indígenas a produtos e funções trazidas pela colonização europeia. O artigo contrasta essa experiência com o padrão mais comum da ocupação territorial na região, marcado pelo ataque e pela expulsão de povos indígenas, e relembra que o próprio experimento jesuítico-guarani terminou com a expulsão dos padres das Américas e novos ataques aos indígenas pelos impérios espanhol e português.

O artigo também recupera outros episódios da Revolução Farroupilha, guerra civil iniciada em 1835 contra o Império, incluindo a participação de negros organizados nos batalhões de Lanceiros Negros, aos quais teria sido prometida a liberdade em troca da luta. Segundo o texto, no fim do conflito os Lanceiros Negros foram desarmados e atacados pelos imperiais em Porongos, resultando na morte de aproximadamente 110 pessoas e na prisão de outras trezentas — episódio que o autor classifica como


Fonte: Brasil de Fato

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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