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Pesquisa da USP mostra que calor faz manguezais emitirem mais metano

Experimento em Cananeia (SP) simulou aquecimento global e revelou aumento de até 6,4 vezes nas emissões de gás, 30 vezes mais danoso que o CO₂

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Experimento em Cananeia (SP) simulou aquecimento global e revelou aumento de até 6,4 vezes nas emissões de gás, 30 vezes mais danoso que o CO₂

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que o aumento da temperatura pode fazer o solo dos manguezais emitir muito mais gás metano (CH₄), molécula 30 vezes mais danosa ao clima do que o gás carbônico (CO₂). O estudo, publicado em agosto na revista Atmospheric Environment, foi conduzido pela doutoranda Manoella Molitor, do Programa de Geografia Física da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, sob orientação do professor Hermano Melo Queiroz.

O experimento foi realizado na Ilha Pai Matos, área preservada no município de Cananeia, litoral sul de São Paulo, usando invólucros transparentes de PVC que simulam o aquecimento global ao permitir a entrada de radiação solar e limitar a troca de ar. Ao longo de seis meses, as temperaturas na área estudada variaram de 1°C a 12°C acima do normal. Contrariando a hipótese inicial da equipe, que esperava maior emissão de CO₂ por um solo mais oxidante, o resultado foi o oposto: as emissões de CO₂ caíram cerca de 73%, enquanto as de metano aumentaram progressivamente até atingir valores 6,4 vezes maiores que em condições normais.

Para os pesquisadores, o achado é preocupante porque os manguezais são considerados essenciais no enfrentamento das mudanças climáticas, funcionando como grandes reservatórios de carbono.


Fonte: Brasil de Fato

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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