Segunda temporada de ‘Aprender a Sonhar’ estreia na TV Brasil com histórias de estudantes quilombolas, indígenas e de periferias urbanas
A TV Brasil estreia nesta quinta-feira (1º), às 23h30, a segunda temporada da série documental Aprender a Sonhar. Com cinco episódios de 26 minutos, a produção independente acompanha a trajetória de estudantes quilombolas, indígenas e moradores de periferias urbanas que buscam ingressar na universidade. A obra é assinada por Vítor Rocha, que atua como diretor, roteirista e produtor, e foi realizada pela Caranguejeira Filmes por meio do Prodav TVs Públicas.
O episódio de estreia apresenta a estudante quilombola Franciele Silva, que enfrenta dificuldades diárias para frequentar a escola enquanto planeja cursar direito. Franciele tem como objetivo fortalecer a luta pelo território do Quilombo Rio dos Macacos, localizado em Aratu, no município de Simões Filho, na Bahia. A narrativa também acompanha Dona Olinda, Jadson Oliveira, Jobert Kaimbé, Grazi Kaimbé e Dandara Tauanne, incluindo lideranças e jovens indígenas do povo Kaimbé.
Ainda no primeiro episódio, o estudante secundarista Jadson Oliveira, do Subúrbio Ferroviário de Salvador, divide-se entre a atuação em peças de teatro e o desejo de seguir carreira como promotor de justiça. A série aborda questões relacionadas à juventude negra no país, como as cotas raciais, e dá visibilidade às barreiras concretas enfrentadas por jovens quilombolas, indígenas e periféricos no acesso ao ensino superior.
A produção integra a chamada pública Seleção TV Brasil, anunciada no início do ano pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável pela gestão da emissora. A iniciativa reúne 39 projetos contratados com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA/Ancine) por meio do Prodav, parceria entre a Ancine e a EBC voltada a incentivar a produção regional e independente para os canais públicos. Segundo a EBC, trata-se do maior investimento já realizado pelo Estado brasileiro para produção de conteúdo audiovisual destinado à televisão pública, somando cerca de R$ 110 milhões.
A série pode ser acompanhada na faixa noturna de quinta-feira da TV Brasil, além dos canais que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e da plataforma TV Brasil Play.
Fonte: Agência Brasil
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Agência Brasil e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

