Cientistas apontam trimestre junho-agosto de 2026 como o mais quente já registrado, com El Niño intensificando o aquecimento marinho
A superfície do oceano completou nesta quarta-feira (10) 100 dias consecutivos de temperaturas recordes, segundo alerta publicado por cientistas da agência Copernicus. O grupo também informou que o trimestre junho-agosto de 2026 foi o mais quente já registrado na história.
Em nota, o Greenpeace Brasil afirma que um oceano permanentemente aquecido “altera profundamente seu próprio funcionamento”. Segundo a organização, o excesso de calor desregula a circulação das correntes marinhas, diminui a capacidade de absorção de carbono pelo oceano, reduz a oferta de oxigênio e nutrientes e sufoca os ecossistemas. Como esse calor acumulado não desaparece, ele se torna, segundo o Greenpeace, um motor contínuo da crise climática, atingindo diretamente a vida das pessoas por meio da perda de biodiversidade, insegurança alimentar e eventos climáticos extremos, o que aprofunda a vulnerabilidade de quem já vive na linha de frente do desastre climático.
O quadro se agrava, segundo a organização, com o El Niño em curso. Canal, citado pelo Greenpeace, descreve um “efeito combinado de um super El Niño despejando calor no mar superaquecido”, em que a água do mar mais quente evapora mais rápido e transfere calor contínuo para a atmosfera, alterando correntes marinhas e gerando danos graves aos ecossistemas aquáticos. Para ele, esse cenário caótico cria condições propícias para mais eventos extremos globais nos próximos meses, incluindo no Brasil. O alerta chega uma semana depois de o PNUMA informar que o mundo ultrapassou temporariamente a temperatura média global de 1,5°C, combinação que Canal classifica como não sendo
Fonte: Greenpeace Brasil
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Greenpeace Brasil e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

