Amazônia
Em 2026, o fogo voltou ao Norte com outro mapa. Primeiro cercou Manaus e as terras do povo Mura; depois explodiu no oeste do Pará, em volta de Santarém e das terras indígenas do Xingu. A Revista Caipora reuniu os dados do Inpe, do Ministério do Meio Ambiente, da Coiab, do Ministério Público Federal e dos distritos de saúde indígena até 30 de outubro para mostrar onde o fogo queimou, quem respirou a fumaça e o que o Estado fez.
O plano de Flávio promete zerar o desmatamento ilegal até 2029. O governo do pai prometeu o mesmo para 2028 e passou os quatro anos com a Amazônia perdendo mais de 10 mil km² por ano. A Revista Caipora cruzou votos, falas e dados oficiais para medir o que está em jogo.
Pesquisadoras do Painel Científico pela Amazônia alertam que desmatamento, mineração e narcotráfico ameaçam o sistema de chuvas que sustenta a hidrologia de todo o continente sul-americano.
Levantamento do Greenpeace Brasil associa o desmatamento amazônico ao encarecimento da energia elétrica e dos alimentos, à redução das chuvas em todo o país e a maiores prejuízos com desastres climáticos, na campanha #VotaQueVale voltada às eleições de 2026.
Análise da Mongabay Latam sobre 39 estudos científicos aponta contaminação por mercúrio confirmada em 249 comunidades indígenas e ribeirinhas dos rios Madre de Dios, Beni e Madeira, com outras 702 comunidades em situação de risco por proximidade ao garimpo ilegal.
Estrada ilegal de 42 km aberta para garimpo dentro de área protegida no Xingu foi bloqueada por operação federal em 2023 e a floresta voltou a crescer sobre o trajeto, mas ataques a terras indígenas e reorganização do garimpo ilegal seguem ameaçando o corredor.
Governo mantém plano de dragagem e privatização da hidrovia para escoar grãos, enquanto comunidades denunciam falta de consulta e acidentes fatais
Mulheres Juruna, Xikrin, Arara e de outros povos do Médio Xingu criam organização para enfrentar os impactos de Belo Monte e a ameaça da mineradora Belo Sun.
Fearnside foi homenageado no Inpa após meio século expondo os custos reais de estradas, barragens e desmatamento na Amazônia, enfrentando pressões e hostilidade por seu trabalho.
Madeireiras e narcotráfico avançam sobre terras dos Mashco Piro, no Peru, isolados desde o ciclo da borracha, e provocam confrontos letais.
Povos indígenas do Tapajós ocupam o porto da Cargill em Santarém contra o Decreto 12.600, que prevê a privatização e dragagem do rio.
Petroleiras avançam sobre a Foz do Amazonas e ameaçam o mar sagrado dos Caruanas, enquanto Karipuna, Palikur, Galibi-Marworno e Kali’na resistem no Oiapoque.

