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Romaria em Anapu mantém viva a memória de Dorothy Stang, 18 anos após seu assassinato

Uma romaria anual em Anapu, no Pará, mantém viva a memória de Dorothy Stang, missionária assassinada em 2005 a mando de grileiros, enquanto trabalhadores rurais seguem defendendo a Floresta em meio a ameaças e falta de proteção oficial.

Nesta reportagem

Todo ano, trabalhadores rurais celebram em Anapu a missionária morta a mando de grileiros por defender a Floresta e as gentes que nela vivem

Em Anapu, no Pará, uma romaria anual celebra a vida e a memória de Dorothy Stang, missionária norte-americana naturalizada brasileira assassinada a mando de grileiros em 12 de fevereiro de 2005. A celebração, segundo reportagem da SUMAÚMA, reúne trabalhadores rurais que continuam mantendo vivo o legado de luta pela terra, pela Floresta e pelas gentes que dela dependem.

Dorothy Stang defendia o direito de famílias camponesas à terra e denunciava o avanço da grilagem e do desmatamento na região. Sua morte, encomendada por grileiros, tornou-se um marco na história dos conflitos fundiários na Amazônia. Dezoito anos depois, a reportagem descreve como a missionária vai se tornando, no imaginário popular amazônico, ao mesmo tempo mártir e encantada — uma figura que oscila, segundo a publicação, entre santa e onça.

A romaria em sua homenagem é sustentada pelo próprio povo que ela ajudou a organizar: trabalhadores rurais que seguem na disputa pela permanência em seus territórios diante de interesses econômicos poderosos. É esse povo, aponta a reportagem, que transforma a vida de luta de Dorothy em semente plantada, capaz de brotar no coração de quem resiste.

A SUMAÚMA relaciona a memória de Dorothy Stang à situação atual de outros defensores da Amazônia, hoje ameaçados de morte e sem cobertura efetiva dos programas oficiais de proteção. Segundo a reportagem, essas pessoas vivem em condição de absoluta indignidade: enfrentam casas que alagam, insegurança alimentar e falta de atendimento à saúde, ao mesmo tempo em que seguem na linha de frente contra inimigos poderosos que ameaçam a Floresta e seus territórios.

O caso de Dorothy Stang segue como referência para compreender os riscos enfrentados por quem defende a Amazônia e os territórios de povos originários e comunidades tradicionais. A romaria anual em Anapu funciona como ato de memória e também de resistência, mantendo viva a disputa entre os que defendem a terra como vida e os que a tratam como mercadoria a ser grilada.


Fonte: SUMAÚMA

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de SUMAÚMA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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