Cientistas apontam a crise climática como fator que intensifica o fenômeno, que deve chegar a 4°C entre novembro e dezembro
O aquecimento das águas do Pacífico equatorial associado ao El Niño já superou o recorde histórico de calor, meses antes do período em que o fenômeno costuma atingir sua intensidade máxima. Dados da Climate Reanalyzer, da Universidade de Maine, citados pelo jornal britânico The Guardian, mostram que a temperatura da superfície do mar no epicentro do fenômeno chegou a 3,05°C acima da média de 1991 a 2020, superando o recorde de 3,02°C registrado em novembro de 2015. O indicador Niño 3.4, mais usado por cientistas, está a apenas um centésimo de grau do recorde anterior.
Para pesquisadores, a explicação para essa intensidade fora do padrão está na crise climática, que amplifica o fenômeno e seus efeitos sobre o clima global. Friederike Otto, professora do Imperial College London, afirma que o evento representa uma enorme redistribuição de energia no sistema climático e é perigoso por ocorrer em um planeta muito mais quente por ação humana. Segundo ela, isso deve provocar ondas de calor extremas em diversas regiões do mundo, com consequências para a saúde e para a segurança alimentar e hídrica.
As projeções mais recentes indicam que o pico do El Niño, entre novembro e dezembro, pode chegar a 4°C, o que o colocaria entre os mais fortes já registrados. O fenômeno atual também rompe um padrão conhecido: é classificado como um
Fonte: ClimaInfo
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