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Garimpeiro condenado por crimes na TI Yanomami financiou fuga de ex-chefe da ABIN

A Polícia Federal aponta que o garimpeiro Rodrigo ‘Cataratas’, condenado por crimes na Terra Indígena Yanomami, financiou e articulou a fuga do ex-chefe da ABIN Alexandre Ramagem para os Estados Unidos.

Nesta reportagem

Polícia Federal aponta que Rodrigo ‘Cataratas’, condenado por garimpo ilegal em terra Yanomami, bancou fuga de Alexandre Ramagem aos EUA

O empresário Rodrigo Martins de Mello, conhecido como “Rodrigo Cataratas” e condenado a 16 anos e 7 meses de prisão por liderar organização criminosa de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, deu auxílio financeiro e material para a fuga do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) aos Estados Unidos, segundo apuração da Polícia Federal. Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) no governo Jair Bolsonaro, foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e deixou o Brasil clandestinamente em setembro de 2025.

De acordo com a Agência Pública, que teve acesso a diálogos, fotos e notas recuperadas do celular de Priscila Freitas de Mello, esposa de Cataratas, a família do garimpeiro hospedou Ramagem em residência de luxo em Miami nos primeiros meses de fuga e teria fornecido documentos falsos para facilitar sua permanência nos EUA. A PF afirma que Priscila e Celso Rodrigo de Mello, filho de Cataratas, tiveram “papel de protagonismo” na manutenção clandestina de Ramagem, viabilizando moradia e ajudando o foragido a obter carteira de motorista americana com documentação falsa.

Segundo a investigação, Ramagem deixou o Brasil por Roraima, cruzando a fronteira do município de Bonfim com a Guiana, país onde Cataratas mantém negócios. Ramagem chegou a ser detido pelo serviço de imigração dos EUA em abril, quando os agentes descobriram a documentação falsa, mas foi liberado dias depois após articulação política do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto à Casa Branca do aliado Donald Trump.

O episódio expõe as conexões políticas do garimpo ilegal com lideranças do governo Bolsonaro, que estimulou a exploração de ouro e outros minérios na Amazônia enquanto desmontava a fiscalização ambiental, permitindo a expansão da atividade ilegal em terras indígenas e unidades de conservação. Cataratas foi o principal responsável pela logística do esquema de extração ilegal de ouro e cassiterita na TI Yanomami, transportando garimpeiros, suprimentos e minérios por meio de empresa de táxi aéreo, e chegou a se apresentar publicamente como líder de um movimento


Fonte: ClimaInfo

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ClimaInfo e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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