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Podcast pernambucano registra saberes da culinária afro-indígena

Podcast pernambucano com 24 episódios documenta receitas e trajetórias de cozinheiras que preservam a culinária afro-indígena em diferentes regiões do estado.

Nesta reportagem

Série com 24 episódios reúne relatos de cozinheiras e produtoras de alimentos de diferentes regiões de Pernambuco

A partir desta quarta-feira (30), o público pode acompanhar o podcast “Entre Aromas e Histórias”, produção que reúne histórias, receitas e práticas alimentares de diferentes regiões de Pernambuco. A série tem 24 episódios, disponibilizados semanalmente, com dois lançamentos por semana, no Spotify e no YouTube, em formato de áudio com imagem estática.

O projeto reúne relatos de culinaristas, cozinheiras e produtoras alimentares do Recife, da Região Metropolitana, do Agreste, da Zona da Mata e do Sertão pernambucano. Ao dar voz a essas mulheres, o podcast documenta memórias e técnicas que atravessam gerações e que carregam a marca da culinária afro-indígena, formada pelo encontro e pela resistência de povos originários e populações negras no território pernambucano.

Além da veiculação digital, a produção busca chegar a rádios comunitárias, universitárias e do interior do estado, ampliando o alcance para públicos que nem sempre têm acesso às plataformas de streaming. Essa estratégia de distribuição reforça o caráter popular do projeto, que aposta na oralidade das rádios como forma de manter viva a transmissão de saberes tradicionais.

Iniciativas como essa colocam em evidência o protagonismo de mulheres que sustentam, no cotidiano, práticas alimentares muitas vezes invisibilizadas pela história oficial. Ao registrar essas receitas e trajetórias em áudio, o podcast contribui para a valorização de conhecimentos que resistem ao apagamento e que seguem sendo transmitidos de geração em geração nas cozinhas de Pernambuco.


Fonte: Brasil de Fato

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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