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Governo federal garante transporte a indígenas e quilombolas no 2º turno

O governo federal organizou, com validação do TSE, transporte terrestre e fluvial para que indígenas, quilombolas, ribeirinhos e famílias assentadas consigam votar no segundo turno das eleições presidenciais.

Nesta reportagem

Plano logístico da União, validado pelo TSE, prevê veículos, embarcações ou ressarcimento para comunidades com dificuldade de acesso às urnas

O governo federal adotou medidas para garantir o transporte de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e famílias assentadas até os locais de votação neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais, que decide entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro.

A iniciativa cumpre decisão judicial e integra o plano logístico da União validado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O plano prevê transporte terrestre ou fluvial para comunidades com dificuldades de deslocamento até as seções eleitorais. Quando não for possível disponibilizar diretamente veículos ou embarcações, o governo pode ressarcir despesas, desde que haja autorização prévia e comprovação posterior dos gastos.

Comunidades e organizações da sociedade civil que atuam junto a elas podem solicitar o apoio pela plataforma solicitetransporte.serpro.gov.br. É preciso informar a comunidade e o município atendidos, os locais de origem e de votação, o número estimado de eleitores, datas e trajetos, além de necessidades como combustível, alimentação, descanso ou apoio linguístico. A ausência de alguma informação não impede o início da análise do pedido.

As demandas de povos indígenas serão atendidas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis). Pedidos de quilombolas e de famílias assentadas contarão com apoio do Ministério da Igualdade Racial, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Comunidades ribeirinhas poderão receber atendimento com participação do Ministério da Pesca e Aquicultura.

A operacionalização ocorre junto a decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que manteve a exigência de autorização da Justiça Eleitoral para o transporte de eleitores indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais, mas simplificou o processo: juízes eleitorais podem agora aprovar de uma só vez conjuntos de deslocamentos já organizados pela União, sem analisar cada viagem separadamente. A decisão também requisitou veículos e embarcações da Funai, da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), dos Dseis, do Ministério dos Povos Indígenas e de outros órgãos federais incluídos no plano. Os transportes só podem ocorrer em rotas autorizadas pela Justiça Eleitoral, e está proibida propaganda eleitoral ou referência a governos e candidaturas durante os deslocamentos.


Fonte: Agência Brasil

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Agência Brasil e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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