Em audiência na ALMG, comunidades cobram transparência no Novo Acordo Rio Doce e apontam reassentamentos incompletos e falta de participação
Onze anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), comunidades atingidas pelo crime da Vale, BHP e Samarco denunciam risco de um novo apagamento. Durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (4) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), moradores, assessorias técnicas e movimentos populares cobraram transparência na aplicação dos recursos do Novo Acordo Rio Doce e avanço nos reassentamentos. “Depois de 11 anos, estamos correndo o risco de passar por uma segunda forma de apagamento. O primeiro envolveu tudo que a lama levou; agora estamos correndo o risco de cair no esquecimento”, alertou Mônica dos Santos, da Comissão dos Atingidos de Bento Rodrigues.
Entre os pontos cobrados está o descomissionamento do dique S4, em Mariana, sobre o qual, segundo Mônica, a BHP Billiton não respondeu a questionamentos dos moradores. Stephanne Biondo, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), afirmou que a qualidade da reparação oferecida não atinge seu objetivo: “Não basta construir paredes, é preciso ter respeito às tradições e modos de vida dessas populações”. Gabriela Andrade, da Cáritas, contestou a divulgação da Samarco de que as obras em Novo Bento Rodrigues e Paracatu estariam 100% concluídas, apontando que moradores ainda não têm acesso pleno a casas e comércio local. A Samarco, por sua vez, informou ao Brasil de Fato MG que os distritos estão concluídos e habitados por centenas de moradores.
O deputado estadual Leleco Pimentel (PT), autor do requerimento da audiência, criticou a ausência de representantes do Governo de Minas Gerais e reforçou que
Fonte: Brasil de Fato
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

