Caminhada do Largo da Candelária à Cinelândia reúne estudantes, aldeias e movimentos sociais dez dias após o segundo turno
Indígenas de diferentes povos caminharam do Largo da Candelária até a Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, na quarta-feira (4), para denunciar a violência política contra comunidades indígenas e cobrar a demarcação de terras. O ato ocorreu dez dias depois do segundo turno das eleições presidenciais.
A manifestação foi articulada principalmente pelos coletivos de estudantes indígenas da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Participaram também aldeias do estado, outros coletivos indígenas, sindicatos, movimentos sociais e diferentes setores da sociedade civil.
A pauta da demarcação de terras indígenas segue no centro das disputas políticas do país, atravessada por tentativas de restringir direitos territoriais já garantidos pela Constituição, como a tese do marco temporal. Para os povos originários, a demarcação não é apenas uma questão fundiária: é condição para a existência física e cultural das comunidades, que seguem sob ameaça de violência em diversos territórios do Brasil.
Ao unir estudantes universitários, aldeias e movimentos sociais em uma capital que historicamente concentra pouca presença indígena visível no debate público, o ato busca ampliar a pressão sobre o poder público em um momento de disputa pelos rumos da política indigenista no país. A mobilização também reforça a articulação entre indígenas que ocupam espaços acadêmicos e as comunidades de origem, conectando a luta territorial à presença indígena nas universidades.
Fonte: Brasil de Fato
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

