Coluna da Agência Pública aponta que demarcação e manejo indígena são essenciais para evitar colapso climático e sustentar o agronegócio
Uma coluna publicada pela Agência Pública, assinada após o discurso de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro, questiona se o quarto mandato petista aprofundará políticas socioambientais que reconheçam o papel central dos povos indígenas na proteção dos biomas brasileiros. O texto contrasta o programa de governo de Lula, com centenas de menções a temas socioambientais, ao de Flávio Bolsonaro (PL), que segundo análise de jornalistas e ativistas citada na coluna, praticamente não tratou do tema.
O artigo recupera dados que embasam a defesa da demarcação de terras indígenas como política de Estado. Segundo nota técnica citada no texto, publicada em dezembro de 2024, as chuvas originadas nas terras indígenas da Amazônia abasteceram 80% da atividade agropecuária nacional, o que gerou R$ 338 bilhões em 2021, equivalentes a 57% da receita total do setor. A autora associa esse fenômeno aos chamados rios voadores, que carregam umidade da floresta até as lavouras do Centro-Oeste e Sul do país.
A coluna também cita um artigo publicado na revista Nature em 2024, assinado por pesquisadores do Instituto Serrapilheira e por José Marengo, atual diretor do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais, que aponta as terras indígenas como essenciais para evitar o chamado ponto de não retorno da Amazônia — estágio em que a floresta perderia a capacidade de absorver carbono e de gerar chuvas, tornando-se mais seca e suscetível a queimadas.
O texto situa essa defesa dentro de uma cosmovisão indígena distinta da lógica capitalista de exploração da natureza como recurso. Menciona o pensador Ailton Krenak, primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras, autor do livro
Fonte: Agência Pública
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Agência Pública e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

