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Entidades indígenas e socioambientais alertam para riscos no 2º turno das eleições de 2026

Organizações indígenas, indigenistas e socioambientais divulgaram carta aberta associando o projeto político de Flávio Bolsonaro a retrocessos em direitos territoriais e políticas ambientais vividos durante o governo de Jair Bolsonaro.

Nesta reportagem

Carta aberta de organizações indígenas e indigenistas associa candidatura de Flávio Bolsonaro a retrocessos em direitos territoriais e políticas ambientais

Organizações indígenas, indigenistas e socioambientais divulgaram, em 20 de outubro, carta aberta alertando para os riscos que os projetos políticos em disputa no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 representam para a democracia, os direitos humanos e a proteção dos territórios tradicionais. O documento, intitulado “2º turno: uma escolha sobre democracia, direitos e políticas socioambientais”, foi divulgado antes da votação marcada para 25 de outubro.

O texto retoma medidas adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, e associa as propostas de Flávio Bolsonaro à continuidade do mesmo projeto político. Segundo as entidades, o candidato já fez declarações sobre o papel do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, além de ter se posicionado contrariamente à demarcação de terras indígenas.

Entre os pontos destacados pelas organizações estão o enfraquecimento de órgãos ambientais e indigenistas, o avanço do desmatamento, a violência no campo e as pressões sobre territórios indígenas. A carta também relaciona o período do governo Bolsonaro a retrocessos em áreas como saúde pública, educação e cultura, além de apontar o agravamento da insegurança alimentar e da violência contra as mulheres no período.

Além das pautas ambientais e territoriais, o documento defende a participação da sociedade nas decisões de governo e a proteção dos direitos de povos indígenas, quilombolas e comunidades extrativistas. As entidades signatárias reforçam a importância de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais e ambientais, temas que, segundo a carta, estão diretamente em jogo na escolha eleitoral.

Ao final, o documento convoca os eleitores a refletir sobre o histórico dos candidatos e as consequências de seus projetos para a democracia, os direitos humanos e a conservação ambiental, considerando também os efeitos dessas decisões para as próximas gerações.


Fonte: ((o))eco

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ((o))eco e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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