Extinções locais atingem 88% do bioma; caça, tráfico de animais e desmatamento para agropecuária são apontados como causas principais
Um estudo publicado na revista Biological Conservation, conduzido pela bióloga Mônica da Costa Lima com o biólogo Helder Araujo, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e outros pesquisadores, analisou 13 espécies de aves endêmicas florestais da Caatinga e constatou que 12 delas perderam mais da metade da área que ocupavam há dois séculos. A pesquisa comparou relatos históricos e registros de coleções de museus de zoologia com as áreas de ocorrência atuais e identificou extinções locais em 88% do bioma.
Entre os casos mais graves está a jacucaca, que desapareceu de mais de 700 km² e hoje ocupa apenas 20% de sua área inicial, principalmente por causa da caça de subsistência. O zabelê perdeu 80% dos quase 600 mil km² que ocupava historicamente, também em razão da caça. Já o rabo-branco-de-cauda-larga, um beija-flor, teve quase 80% do habitat reduzido pela substituição de áreas florestais por paisagem degradada. O arapaçu-do-nordeste, segundo Araujo, não encontra mais manchas de mata grandes o suficiente para sobreviver em regiões onde era registrado desde o século 19.
Para o biólogo Pedro Develey, ex-diretor-executivo da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (Save Brasil), o índice de 88% de extinção local
Fonte: Notícias ambientais
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