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Garimpo deixa legado de armas e mortes por tiro na Terra Yanomami

Levantamento do CREDHYY mostra que armas deixadas pelo garimpo ilegal continuam ferindo e matando indígenas Yanomami, com 30 casos atendidos em hospital de Boa Vista em oito meses de 2026.

Nesta reportagem

CREDHYY registra 30 casos de indígenas Yanomami baleados atendidos em hospital de Boa Vista entre janeiro e agosto de 2026

Entre janeiro e agosto de 2026, 30 indígenas Yanomami deram entrada no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, com ferimentos por arma de fogo, segundo dados compilados pelo CREDHYY (Centro de Referência em Direitos Humanos Yanomami e Ye’kwana), iniciativa vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Os números, obtidos com exclusividade pela Repórter Brasil, referem-se apenas aos pacientes removidos das comunidades para atendimento na capital, não à totalidade dos casos ocorridos no território.

Um dos casos registrados envolve um homem de 53 anos ferido por arma de fogo e deixado por um garimpeiro na porta do hospital em janeiro deste ano, segundo a reportagem. O episódio ilustra o tipo de violência que atinge comunidades Yanomami próximas a áreas de garimpo ilegal.

A explosão de garimpos ilegais de ouro e cassiterita durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) inundou o território Yanomami com armas de fogo, segundo pesquisadores ouvidos pela reportagem. Mesmo com a redução da atividade garimpeira a partir de 2023, as armas deixadas pela invasão continuam gerando ferimentos e mortes entre os Yanomami, de acordo com o CREDHYY.


Fonte: Repórter Brasil

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Repórter Brasil e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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