Ailton Krenak, Apib e Mídia Indígena alertam para riscos aos direitos indígenas em possível vitória de Flávio Bolsonaro
Lideranças e organizações indígenas intensificaram a mobilização nas redes sociais e nas ruas em defesa da reeleição do presidente Lula (PT) no segundo turno, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O líder indígena Ailton Krenak resumiu o apelo: “fique vivo! O outro lado é a necropolítica”, em referência à declaração do senador de que não demarcará nenhuma terra indígena caso eleito.
Segundo Krenak, a fala de Flávio – “se depender do nosso governo, nenhuma dessas reservas será demarcada, porque a vocação do Estado é a produção” – revela intenção de repetir a política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, contra a sobrevivência dos povos indígenas. Flávio também defende a mineração em terras indígenas, posição semelhante à adotada pelo ex-presidente durante seu governo.
Organizações indígenas usaram as redes para convocar apoio a Lula. O perfil da Terra Indígena Arariboia publicou “Luta com Lula”, defendendo que a pauta indígena esteja presente nas políticas públicas. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) convocou indígenas para manifestações nacionais em 18 de outubro, com nova mobilização marcada para o dia 21. A Mídia Indígena afirmou que “não podemos aceitar retrocessos que coloquem em risco nossos territórios, nossas vidas e o direito de existir conforme nossos modos de vida”. O Instituto Socioambiental (ISA) fez referência à crise humanitária vivida pelo povo Yanomami durante o governo Bolsonaro, e a liderança Adneia Yanomami declarou, em manifesto de mulheres indígenas, que “não queremos voltar a chorar”.
Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia resultar na extinção do Ministério dos Povos Indígenas, criado pelo governo Lula em 2023. O ministro da pasta, Eloy Terena, afirmou à Mongabay que
Fonte: Notícias ambientais
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Notícias ambientais e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

