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Governadores da Amazônia Legal gastaram só 1,3% do orçamento com agenda climática

Levantamento da InfoAmazonia revela que os cinco candidatos que buscam permanecer no comando de estados da Amazônia Legal destinaram, em média, apenas 1,3% do orçamento estadual a ações climáticas desde 2023.

Nesta reportagem

Levantamento da InfoAmazonia mostra que candidatos à reeleição destinaram R$ 6,4 bilhões ao clima, ante R$ 475 bilhões em outras áreas, desde 2023

Os cinco candidatos a governador que tentam permanecer no comando de estados da Amazônia Legal destinaram, em média, apenas 1,3% do orçamento total a despesas ligadas à agenda climática desde que assumiram os governos, em 2023. Levantamento da InfoAmazonia aponta Mailza Assis Cameli (PP), no Acre; Clécio Luís (União), no Amapá; Roberto Cidade (União), no Amazonas; Otaviano Pivetta (Republicanos), no Mato Grosso; e Hana Ghassan (MDB), que representa a continuidade do governo de Helder Barbalho no Pará.

Ao todo, esses governos empenharam R$ 6,4 bilhões em programas relacionados ao clima, contra R$ 475 bilhões em gastos não relacionados ao tema, segundo dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) e dos Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária dos estados. O Acre teve a maior proporção de recursos destinados à área, com 2,6% do orçamento total, enquanto o Amapá registrou a menor parcela, com 0,6%.

A distribuição dos investimentos revela prioridades distintas entre os estados. No Acre, a maior fatia foi para a Defesa Civil, voltada à prevenção e resposta a desastres. Já no Pará e no Amazonas, os dois maiores estados da região em extensão territorial, o saneamento básico concentrou parte significativa dos recursos — ambos enfrentam restrições de acesso à água, inclusive entre populações rurais e indígenas, e têm sistemas frágeis de tratamento de esgoto. No Amazonas, as ações de assistência aos povos indígenas ficaram sem recursos em determinados anos, e no Pará, a reforma agrária não recebeu verba em três dos quatro anos analisados.

Apesar dos planos de governo de todos os cinco candidatos mencionarem, de alguma forma, questões ambientais e climáticas, o tema aparece pouco nas campanhas eleitorais amazônicas. Ivan Silva, professor de Ciência Política da Universidade Federal do Amapá (Unifap), afirma que os candidatos evitam explorar a pauta porque ela não tem se mostrado decisiva nas urnas. Segundo o Barômetro, monitoramento da consultoria FALA, estratégias de prevenção aos impactos do El Niño foram mencionadas por apenas 1,2% das 1.182 candidaturas monitoradas na Amazônia Legal, e só cinco dos 14 candidatos que citaram o fenômeno disputam governos estaduais.

Para a professora Luci Maria Teston, da Universidade Federal do Acre (UFAC), as campanhas se concentram em


Fonte: InfoAmazonia

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de InfoAmazonia e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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