Proposta de Resex que protegeria pesca artesanal e manguezal em São Luís esbarra na disputa com expansão portuária e industrial
Na Ilha de Tauá-Mirim, zona rural de São Luís (MA), cerca de 629 moradores dependem de canoas para atravessar o Estreito dos Coqueiros, já que nunca houve ponte até o território. É lá que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) pretende criar a Reserva Extrativista (Resex) Tauá-Mirim, unidade de conservação de uso sustentável cujo pedido de criação foi formalizado em 2003 e segue sem decreto presidencial. A proposta atual abrange 16.217 hectares, com 56,6% de área marinha e 25,4% de manguezal, distribuídos entre os municípios de São Luís e Bacabeira, envolvendo nove comunidades tradicionais.
A demora divide a própria comunidade. De um lado, moradores e o Movimento em Defesa da Ilha de Tauá-Mirim defendem a criação da Resex como forma de garantir a permanência de famílias que vivem da pesca, do extrativismo e da agricultura há gerações. Do outro, há quem veja na área uma das últimas disponíveis para expansão portuária, logística e industrial em São Luís, cidade que movimenta cerca de 224 milhões de toneladas de carga por ano — o equivalente a 16% da movimentação portuária nacional, segundo o advogado Guilherme Zagallo, um dos articuladores históricos da proposta. Para ele, trata-se de
Fonte: SUMAÚMA
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