Fenômeno chamado de ‘Super El Niño’ agrava seca e leva fumaça a Malásia, Filipinas, Singapura e Timor-Leste
Incêndios florestais na província de Bangka do Sul, na ilha indonésia de Sumatra, destruíram quase 300 casas nos últimos dias, segundo informam o Guardian e a Reuters. É a primeira vez neste ano que o fogo no país danifica centenas de residências de uma só vez. Pelo menos 1,8 mil pessoas foram atingidas e cerca de 500 precisaram ser evacuadas para uma escola e uma mesquita próximas.
As autoridades indonésias classificam os incêndios atuais como os piores em 11 anos. O fenômeno chamado de “Super El Niño”, já em vigor, intensifica as condições de seca no país e alimenta as chamas, que se arrastam há meses sem sinal de trégua, segundo o ClimaInfo.
A fauna também sofre com o avanço do fogo. No início da semana, oito orangotangos precisaram ser transportados de carro e barco para a floresta protegida de Batu Nyambu, de acordo com a AP e a ABC. A Agência de Conservação de Recursos Naturais de Kalimantan Ocidental registra o resgate de pelo menos 46 desses primatas, criticamente ameaçados de extinção, desde agosto.
Analistas apontam que a área queimada e as emissões de carbono da Indonésia neste ano devem se aproximar dos recordes de 2015, quando os incêndios devastaram 2,6 milhões de hectares — área equivalente ao estado de Alagoas — e lançaram 333 milhões de toneladas de carbono na atmosfera.
Os efeitos ultrapassam as fronteiras indonésias: a fumaça das queimadas atinge Malásia, Filipinas e Singapura, lembra a France24. Na quarta-feira (14/10), Singapura registrou o pior índice de poluição do ano, com concentração de material particulado PM2,5 chegando a 284 microgramas por metro cúbico na parte oeste da ilha, conforme Reuters e Bloomberg — o nível mais alto já medido na atual temporada de neblina pela Agência Nacional do Meio Ambiente do país. O Timor-Leste, por sua vez, anunciou o fechamento das escolas por três dias diante do avanço da fumaça.
Fonte: ClimaInfo
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ClimaInfo e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

