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Indígena Anacé morre após ser agredido por Guarda Municipal em hospital do Ceará

chegar nesse estágio de morte. Um indígena procurou ajuda e o que ele conseguiu foi uma morte violenta, ao invés de acolhimento, ser recuperado, ser estabilizado. Foi agredido até a morte

Nesta reportagem

Dam Anacé buscava atendimento por crise de saúde mental quando foi contido com violência em Caucaia; povo cobra providências do MPF, Funai e Sesai

Um jovem indígena do povo Anacé, conhecido como Dam, morreu na tarde desta terça-feira (22) após ser agredido por agentes da Guarda Municipal dentro do Hospital Municipal Abelardo Gadelha, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (CE). Segundo lideranças Anacé ouvidas pela reportagem, exames apontaram diversas lesões na cabeça e no cérebro, indicando que ele foi duramente agredido durante a ocorrência. Veículos de imprensa locais afirmam que armas de choque também teriam sido utilizadas.

Dam, morador da Aldeia do Cipó, vivenciava histórico depressivo e outros sofrimentos psíquicos, segundo relato de uma indígena Anacé cuja identidade é preservada por segurança. Ele tinha o hábito de buscar o hospital quando enfrentava crises, sobretudo quando não conseguia comprar os remédios necessários ao tratamento. Foi nesse contexto que se dirigiu à unidade na madrugada de segunda-feira (21). Segundo o relato, ele teria melhorado e voltado à unidade por conta própria, mas manifestou novo episódio de descontrole – momento em que, segundo a liderança, foi submetido a uma contenção violenta, espancado, imobilizado e choqueado na região da cabeça até perder a consciência.

Diante da gravidade dos ferimentos, o jovem foi transferido para o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), onde exames identificaram múltiplas lesões cranianas e cerebrais. Ele retornou a Caucaia, onde teve morte encefálica constatada e morreu por volta das 16h desta terça.


Fonte: cimi.org.br

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de cimi.org.br e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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