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Prédio da Funai é atacado com explosivos em São Jerônimo da Serra (PR)

Uma unidade da Funai em São Jerônimo da Serra, no Paraná, foi atacada com explosivos em meio a disputas fundiárias ligadas à retomada de território pelo povo Xetá.

Nesta reportagem

Ataque ocorreu em região marcada por disputa fundiária e retomada Xetá, com demarcação paralisada há 27 anos

A Unidade Técnica Local (UTL) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em São Jerônimo da Serra, no Paraná, sofreu um ataque com explosivos nessa quinta-feira (8). Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) informa que a entrada do edifício foi depredada, mas que não há registro de pessoas feridas.

Segundo o ministério, as investigações realizadas até o momento indicam que uma bomba foi instalada no prédio. A unidade da Funai registrou boletim de ocorrência, e a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) foram acionadas para apurar o caso e identificar os responsáveis pelo ataque.

“O Estado brasileiro não se intimidará diante de tentativas de coação, não aceitará qualquer tipo de violência e continuará firme no cumprimento de seu dever constitucional de garantir e proteger os direitos fundamentais dos povos indígenas”, afirma a nota emitida pelo Ministério dos Povos Indígenas.

O ataque acontece em uma região marcada por disputas fundiárias e por um processo de retomada de território indígena. Desde janeiro de 2026, famílias Xetá ocupam uma área cuja demarcação está paralisada há 27 anos. A Terra Indígena Hararekã Xetá teve o processo de demarcação iniciado em 1999, com delimitação do território apenas em 2014, mas foi anulado por decisão judicial movida por proprietários rurais da região.

O território em retomada fica no distrito de Terra Nova, próximo a São Jerônimo da Serra, e abaixo da Terra Indígena São Jerônimo, homologada pelo governo federal em 1991. Segundo o Instituto Socioambiental, as terras indígenas da região são habitadas pelos povos Guarani Ñandeva, Kaingang e Xetá.


Fonte: Brasil de Fato

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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