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Vitória de Flávio Bolsonaro pode levar Amazônia a ponto de não retorno, alerta SUMAÚMA

A SUMAÚMA analisa os riscos de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno para a Amazônia, a democracia brasileira e os povos indígenas, com base em dados do primeiro turno das eleições.

Nesta reportagem

Reportagem mostra que candidato liderou no primeiro turno em oito dos dez municípios que mais desmataram a Amazônia, segundo investigação citada pelo veículo

A SUMAÚMA publicou análise alertando que uma vitória de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições, em 25 de outubro, representa risco direto à existência da Floresta Amazônica como floresta. Segundo a reportagem, o candidato venceu em oito dos dez municípios que mais desmataram o bioma, de acordo com investigação do jornalista Fábio Bispo citada no texto.

O veículo relata que o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, resultou em um Congresso ainda mais alinhado à extrema direita, com aumento da influência do Partido Liberal da família Bolsonaro. A ministra Marina Silva não se elegeu ao Senado por São Paulo. Na Amazônia, segundo a repórter especial Claudia Antunes, pelo menos sete dos nove governadores eleitos pertencem à extrema direita, número que pode chegar a oito no segundo turno. No Pará, estado mais desmatado do bioma, o governador eleito Daniel Santos foi multado em 2024 pela agência ambiental brasileira em 1,4 milhão de reais por desmatamento e prometeu, segundo a reportagem, cancelar multas ambientais.

A SUMAÚMA também destaca a fragilidade atual do Supremo Tribunal Federal, hoje dividido em meio à crise envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e aponta que o próximo presidente poderá indicar entre três e quatro novos ministros à Corte. Somados aos dois já indicados por Jair Bolsonaro, isso formaria maioria alinhada ao bolsonarismo, enquanto o Senado teria apoio suficiente de partidos do Centrão e da direita para viabilizar impeachment de ministros, segundo a análise.

O texto relata ainda relatos de que invasores aguardam nas margens de Terras Indígenas para ocupá-las assim que Flávio Bolsonaro tomar posse, caso eleito. A reportagem cita a dificuldade de acesso de povos indígenas e populações ribeirinhas aos locais de votação, muitas vezes a dias de viagem por rio ou estrada, como um desafio à democracia evidenciado no primeiro turno.

Para a SUMAÚMA, três consequências decorreriam de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro: o fortalecimento da extrema direita na América do Sul sob influência de Donald Trump, o risco ao regime democrático brasileiro dado o histórico golpista da família Bolsonaro, e a abertura total da Amazônia à exploração de recursos, levando a floresta, já degradada, ao que o veículo chama de ponto de não retorno.


Fonte: SUMAÚMA

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de SUMAÚMA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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