STF
Um ano depois da primeira versão desta reportagem, a comunidade Guarani e Kaiowá de Guyraroká, em Caarapó (MS), continua vivendo em cerca de 50 dos 11,4 mil hectares que o Estado declarou terra indígena em 2009. A ação que pode desfazer a anulação da demarcação está há 2.036 dias sem julgamento no Supremo Tribunal Federal. Nesse tempo vieram a Tropa de Choque, uma trégua que os indígenas dizem não ter sido cumprida, um acordo na Justiça, novos ataques e a mesma chuva com veneno.
Liderança Munduruku Alessandra Korap relata temor de retrocessos nos direitos indígenas diante da nova maioria de extrema direita no Congresso e relembra confrontos com os governos Bolsonaro e Lula.
Com cinco partidos considerados contrários aos povos indígenas dominando o novo Senado e apenas duas candidaturas da Bancada do Cocar eleitas, lideranças como Sônia Guajajara e o Cimi alertam para o risco de mudanças no Artigo 231 e avanço do Marco Temporal.
A SUMAÚMA analisa os riscos de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno para a Amazônia, a democracia brasileira e os povos indígenas, com base em dados do primeiro turno das eleições.
Proposta apoiada no Marco Temporal ameaça os povos Kaingang e Mbya Guarani em Santa Catarina e pode se tornar um modelo para suspender demarcações em todo o país

