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Quilombolas do Carmo ocupam fazenda em disputa por território ancestral em São Roque (SP)

A comunidade quilombola do Carmo ocupou a Fazenda Icaraí, área reconhecida pelo Incra como território ancestral mas hoje registrada em nome de uma imobiliária, e recuou após pressão policial sem ordem judicial.

Nesta reportagem

Comunidade retomou a Fazenda Icaraí, reconhecida como território quilombola pelo Incra em 2024, mas recuou após ação policial sem ordem judicial

Na madrugada de 5 de setembro, o Quilombo Revolucionário do Carmo ocupou a Fazenda Icaraí, em São Roque, interior de São Paulo. A área foi reconhecida como território ancestral quilombola por um Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) publicado pelo Incra em 2024, mas hoje pertence à imobiliária Privillagio Empreendimentos e Participações, que afirma ter escritura registrada do imóvel e defende sua permanência como proprietária.

Isaque da Cruz, presidente da Associação do Território Quilombola do Bairro do Carmo (ATEQUIBACA), afirma que o terreno estava abandonado após a expulsão de um locatário que criava gado no local por falta de pagamento, e denuncia que a empresa usava o arrendamento apenas para simular cumprimento de função social. Segundo Cruz, o território é visado para a construção de condomínios e um campo de golfe de luxo, numa manobra que buscaria supervalorizar a área e dificultar a indenização pelo Governo Federal.

Cerca de 40 pessoas da comunidade participaram da ocupação, encerrada no mesmo dia após pressão da Polícia Militar, que teria atuado sem mandado judicial, usando apenas a matrícula do imóvel como justificativa. Cruz foi levado a uma delegacia fechada, sem delegado ou escrivão de plantão, onde uma funcionária da recepção registrou o boletim de ocorrência como


Fonte: Agência Pública

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Agência Pública e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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