Perfil da SUMAÚMA percorre a trajetória do cacique Mêbêngôkre, da ditadura militar a Belo Monte, e a disputa entre o Brasil colonial e a brasilidade
O cacique Raoni Metuktire, líder do povo Mêbêngôkre (Kayapó), nasceu na bacia do Xingu em um período em que, segundo dados citados pela SUMAÚMA, cerca de 80% da população indígena brasileira havia sido exterminada pela violência e pelas doenças trazidas pelos brancos na primeira metade do século 20 — a população indígena, que era de 1,2 milhão de pessoas no início do século, chegou a apenas 120 mil em 1978. Raoni, hoje com quase 90 anos, atravessou o que a reportagem descreve como uma sucessão de ameaças ao seu povo e à Amazônia, desde os tempos da colonização até os dias atuais.
Ao longo de sua trajetória, Raoni enfrentou fazendeiros e pistoleiros que, segundo relato do texto, se organizaram em 1985 com o objetivo declarado de impedir a autodemarcação do povo Apinajé, da qual ele participou. Também atuou contra a construção de rodovias que cortavam o território Mêbêngôkre na década de 1970, sob a ditadura empresarial-militar (1964-1985), período em que a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) promoveu o que a reportagem chama de colonialismo de povoamento, tratando os povos indígenas como obstáculo à ocupação da região.
Em 1973, o Brasil adotou o Estatuto do Índio, lei que classificava pessoas indígenas como
Fonte: SUMAÚMA
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de SUMAÚMA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

