mercurio
Entre 2018 e 2021, a área destruída pelo garimpo na Terra Yanomami quase triplicou, a malária se espalhou pelas aldeias e centenas de crianças morreram de causas evitáveis. No mesmo período, o presidente da República dizia que o interesse na Amazônia era “no minério” e mandava ao Congresso um projeto para abrir as terras indígenas à mineração. A Revista Caipora reconstitui, com documentos, decisões judiciais e a voz dos Yanomami, como a tragédia foi anunciada e o que o bolsonarismo diz hoje sobre ela.
Levantamento da Mongabay com dados de 27 anos de estudos revela que o mercúrio despejado por garimpos de ouro contamina comunidades indígenas e ribeirinhas ao longo do rio Beni, na Bolívia, com níveis até nove vezes acima do limite da OMS.
Organizações que representam o povo Munduruku no Sistema Interamericano informam que a Corte Interamericana de Direitos Humanos constatou, em visita ao Pará, que nenhuma medida de proteção territorial, saúde e combate ao garimpo determinada desde 2022 foi cumprida integralmente pelo Estado brasileiro.

