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Cientista completa 50 anos medindo o desmatamento

Fearnside foi homenageado no Inpa após meio século expondo os custos reais de estradas, barragens e desmatamento na Amazônia, enfrentando pressões e hostilidade por seu trabalho.

Nesta reportagem

Philip Fearnside foi homenageado no Inpa após décadas de pesquisas sobre solo, carbono, barragens e estradas que desmontaram promessas oficiais de desenvolvimento na região

O pesquisador Philip Fearnside completou 50 anos de trabalho de campo na Amazônia, marco celebrado em agosto no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus. Formado em biologia nos Estados Unidos, ele chegou ao Pará no início dos anos 1970 para estudar os assentamentos agrícolas abertos pelo regime militar ao longo da Rodovia Transamazônica, e nunca mais deixou de investigar os limites do chamado desenvolvimento na floresta.

Ao longo da carreira, Fearnside documentou como os solos amazônicos perdiam nutrientes sob cultivo contínuo e pecuária, calculou emissões de carbono do desmatamento em números consistentemente acima das estimativas oficiais do governo brasileiro, e mostrou que hidrelétricas como Balbina e Tucuruí, apresentadas como energia limpa, alagavam grandes áreas de floresta e geravam metano significativo. Também analisou os impactos de Belo Monte, no rio Xingu, oferecendo apoio a pesquisadores indígenas que monitoravam de forma independente os efeitos da hidrelétrica sobre suas comunidades.

Sua atuação pública o tornou alvo de hostilidade. Em audiência pública de 2021 em Manaus, ao apresentar argumentos contra o reasfaltamento da BR-319 — rodovia que ligaria Manaus a Porto Velho e que, segundo ele, provocaria desmatamento


Fonte: Notícias ambientais

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Notícias ambientais e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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