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Cimi associa eleições a disputa entre dois projetos para os povos indígenas

O Cimi divulgou um texto no dia de Nossa Senhora Aparecida contrapondo o bolsonarismo e o governo Lula quanto aos impactos sobre direitos territoriais e sociais dos povos indígenas e quilombolas.

Nesta reportagem

Em texto de reflexão no dia de Nossa Senhora Aparecida, o Cimi contrapõe o bolsonarismo e o governo Lula quanto a direitos territoriais e sociais indígenas

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) publicou, em 12 de outubro, um texto de análise política que relaciona o atual momento eleitoral à defesa dos direitos dos povos indígenas, quilombolas e de outros grupos historicamente excluídos. O documento, divulgado no site da entidade, contrapõe o que chama de contradição entre discurso religioso e prática política do bolsonarismo e o que descreve como o projeto representado pelo governo Lula.

Segundo o Cimi, o bolsonarismo invoca a fé, mas alimenta o ódio, flerta com a violência e com práticas milicianas, e ameaça os povos indígenas, seus territórios e seus modos de vida. O texto afirma que essa lógica coloca em risco comunidades, provoca invasões de territórios e persegue lideranças que lutam por seus direitos.

O documento também avalia o governo Lula, reconhecendo limites e contradições, como a manutenção de alianças e compromissos com setores que, segundo o Cimi, precisam ser questionados. Ainda assim, a entidade aponta avanços concretos atribuídos a esse governo, como investimentos na educação pública, fortalecimento do SUS, políticas de transferência de renda e ampliação do acesso a medicamentos pela Farmácia Popular. O Cimi afirma que o governo precisa ser cobrado pela demarcação das terras indígenas, pela proteção dos territórios tradicionais e pelo enfrentamento à violência, reforçando que apoiar um projeto político não significa abrir mão da autonomia e da vigilância popular.

O texto cita ainda o projeto político e econômico de Flávio Bolsonaro, apontando o que o Cimi descreve como uma possível depreciação de direitos sociais e constitucionais caso esse projeto prevaleça. Em contraposição, a entidade afirma que o eixo central do governo Lula inclui a defesa dos trabalhadores, dos povos indígenas e quilombolas, dos territórios tradicionais, das águas e das florestas.

A publicação do Cimi ocorre no dia 12 de outubro, data dedicada a Nossa Senhora Aparecida no calendário católico, e encerra o texto com uma reflexão de caráter religioso, pedindo que a fé fortaleça quem luta por terra, território e dignidade. A entidade reafirma que a terra não é mercadoria, mas lugar de existência, memória, espiritualidade, cultura e ancestralidade para os povos originários.


Fonte: cimi.org.br

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de cimi.org.br e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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