Revista de jornalismo investigativo indígena Santa Maria (RS)
Apoie
Skip to main content Scroll Top

Cimi e universidades de Minas Gerais promovem ciclo sobre memória e direitos indígenas

O Cimi e quatro instituições universitárias de Minas Gerais promovem, entre 27 e 30 de outubro, debates, lançamento de livro e exposição fotográfica sobre memória, resistência e direitos dos povos indígenas.

Nesta reportagem

II Ciclo de Diálogo TEKOÁ reúne Relatório de Violência do Cimi, lançamento de livro sobre Egydio Schwade e exposição fotográfica entre 27 e 30 de outubro

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), por meio do Regional Leste, realiza entre os dias 27 e 30 de outubro o II Ciclo de Diálogo TEKOÁ – Memória, Resistência e Justiça, em parceria com o Centro Universitário Dom Helder, o Centro Universitário Arnaldo, a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) e a PUC Minas. A programação acontece em Belo Horizonte e Contagem e propõe reflexões sobre a trajetória do indigenismo no Brasil, as lutas dos povos indígenas e os desafios contemporâneos para a garantia de seus direitos.

A abertura, nesta terça-feira (27), às 19h, no Centro Universitário Arnaldo, traz a apresentação do Relatório de Violência contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados de 2025, publicação anual do Cimi que sistematiza informações sobre conflitos territoriais, violações de direitos e diferentes formas de violência enfrentadas pelos povos originários. O debate também abordará os impactos psicossociais dessas violações.

Na quarta-feira (28), às 19h, a PUC Minas, unidade Contagem, recebe o lançamento do livro “Da causa perdida ao indigenismo encarnado: a trajetória de Egydio Schwade nos anos de chumbo (1972–1980)”, de Tiago F. dos Santos, pesquisador vinculado ao PPGICH/UEA e ao PPGH/UFAM. A obra recupera a atuação do indigenista durante a ditadura militar brasileira e contribui para a compreensão das iniciativas de resistência e solidariedade aos povos indígenas naquele período.

A trajetória de Schwade, filósofo, historiador e um dos fundadores da Operação Amazônia Nativa (OPAN) e do próprio Cimi, será tema da roda de conversa “Memória das lutas à construção do indigenismo encarnado”, na quinta-feira (29), às 19h, na FAJE, quando ele compartilhará experiências pessoais e reflexões sobre o compromisso histórico do indigenismo com as reivindicações dos povos originários. Paralelamente, de 27 a 30 de outubro, a FAJE recebe a exposição fotográfica “Indigenismo Encarnado sob o olhar de Egon Heck”, durante o Simpósio Internacional Filosófico-Teológico e Ciências da Religião.

O encerramento ocorre na sexta-feira (30), às 19h, no Centro Universitário Dom Helder, com nova apresentação do Relatório de Violência, desta vez sob a perspectiva dos direitos, da justiça e da responsabilização, discutindo os desafios para o enfrentamento das violações e a efetivação das garantias constitucionais asseguradas aos povos indígenas. Ao aproximar instituições de ensino e organizações comprometidas com a causa indígena, o ciclo busca ampliar o debate público e fortalecer a articulação entre conhecimento, memória e justiça.


Fonte: cimi.org.br

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de cimi.org.br e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

Related Posts
Clear Filters

Estudo da Unicamp revela que a Amazônia perdeu área úmida equivalente à Bélgica em 40 anos, com desmatamento concentrado em terras públicas sem destinação e assentamentos de reforma agrária, enquanto terras indígenas registram as menores taxas de conversão.

A Organização Meteorológica Mundial registrou em relatório que a concentração de CO₂, metano e óxido nitroso na atmosfera atingiu em 2025 níveis recordes, impulsionada pela queima contínua de combustíveis fósseis.

Pesquisa da Fiocruz aponta que o aumento de anomalias térmicas provocado pelas mudanças climáticas derrubou barreiras naturais que protegiam Sul e Centro-Oeste do Brasil contra a dengue, ampliando também a febre do Oropouche.

Pesquisa da Universidade de Cambridge com dados do MapBiomas mostra que políticas de fiscalização ou seu desmonte em cada governo federal, entre 1990 e 2025, explicam variações no ritmo de desmatamento da Amazônia, do Cerrado e da Mata Atlântica.