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Movimentos indígenas celebram reeleição de Lula e cobram demarcações

Cinco organizações indígenas, entre elas APIB e COIAB, assinam manifesto celebrando a reeleição de Lula e cobrando a demarcação de terras indígenas pendentes.

Nesta reportagem

Cinco organizações indígenas comemoram vitória de Lula no 2º turno e reafirmam mobilização por demarcação de territórios e direitos originários

Movimentos indígenas de todo o Brasil celebraram a reeleição do presidente Lula (PT), confirmada no último domingo (25/10). Um manifesto assinado por cinco organizações afirma que “a democracia e a soberania venceram”, mas reforça que os povos indígenas seguirão mobilizados para cobrar direitos, especialmente a demarcação dos territórios.

O texto é assinado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), pela Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (ARPIN-Sul), pela Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e pelo Conselho do Povo Terena, segundo lista o Correio Braziliense. “Seguiremos mobilizados, cobrando a demarcação das terras indígenas, a garantia dos nossos Direitos Originários e o respeito à autonomia dos nossos Povos”, diz o manifesto.

A reeleição gerou comemorações registradas em vídeos nas redes sociais, informam O Globo e a Folha BV, com grupos indígenas reunidos exibindo bandeiras do presidente reeleito. As publicações expressam a expectativa de que o novo mandato mantenha a defesa dos territórios e avance nos processos de demarcação de terras indígenas ainda pendentes.

O resultado das urnas veio depois de uma mobilização expressiva dos povos originários para garantir o direito ao voto, após relatos e denúncias de dificuldades de acesso às urnas no primeiro turno, em 4 de outubro. No Pará, a Sumaúma registrou o que chamou de um verdadeiro “Levante Indígena”: por terra e por água, comunidades enfrentaram longas jornadas para votar no domingo passado.

Em Mato Grosso do Sul, o jornal O Pantaneiro relatou uma cena emblemática desse esforço coletivo: aos 106 anos, uma anciã moradora da Aldeia Buriti, em Dois Irmãos do Buriti, fez questão de comparecer ao local de votação. Amparada por familiares, chegou em cadeira de rodas, assinou a lista de presença e votou na urna eletrônica — um gesto que, segundo o veículo, se repetiu em diversas partes do país, com aumento da participação de pessoas idosas no segundo turno.


Fonte: ClimaInfo

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ClimaInfo e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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