Em nota, conselho ligado à Igreja Católica diz que vitória eleitoral de Lula não encerra a luta e exige medidas urgentes para os povos indígenas
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou nota após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no dia 25 de outubro, afirmando que a vitória eleitoral é uma conquista do povo brasileiro, mas não encerra a luta por direitos. Para a entidade, o resultado abriu a possibilidade de avançar na construção de um país mais justo, democrático e solidário.
Segundo o Cimi, a mobilização popular entre os dois turnos, que reuniu jovens, trabalhadoras e trabalhadores, mulheres, povos indígenas e comunidades quilombolas, foi decisiva para ampliar a votação de Lula e derrotar, pela via democrática, o que a nota chama de projeto autoritário da extrema direita. O conselho destaca que a democracia não termina nas urnas e que a organização social precisa permanecer viva para garantir transformações estruturais.
Em relação aos povos indígenas, o Cimi afirma que a nova etapa de governo exige medidas concretas e urgentes. A entidade sustenta que a demarcação e a proteção integral das terras indígenas são obrigações constitucionais do Estado brasileiro, e não concessões sujeitas a negociações políticas ou interesses econômicos. O texto cobra o avanço nos procedimentos demarcatórios, a proteção dos territórios já reconhecidos, o enfrentamento das invasões e da exploração ilegal dos bens naturais, além da responsabilização de agentes que promovem ou financiam violência contra comunidades e lideranças.
A nota afirma que não haverá democracia plena enquanto os territórios indígenas estiverem ameaçados, lideranças forem perseguidas e direitos forem tratados como obstáculos a interesses econômicos. O Cimi diz que esses desafios devem ser enfrentados sem medo e sem atalhos pelo governo que recebeu novo mandato, e também pelos poderes Legislativo e Judiciário, que têm responsabilidades na garantia dos direitos indígenas.
Ao final da nota, o Cimi reforça que o país derrotou democraticamente o autoritarismo e a violência, e que a vitória eleitoral representa um novo mandato para ouvir, discutir e executar ações em favor da população brasileira. A entidade conclui defendendo a continuidade da mobilização para preservar a democracia, superar a violência e garantir justiça e direitos para todos.
Fonte: cimi.org.br
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de cimi.org.br e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

