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Projeto de mulheres indígenas do Rio Negro recebe menção no Antes que Aconteça

O projeto Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro, que atua em 100 comunidades e 23 povos no Amazonas, recebeu menção honrosa do Programa Antes que Aconteça, voltado à prevenção da violência de gênero.

Nesta reportagem

Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro atua em 100 comunidades e 23 povos para combater violência de gênero no Amazonas

Cleocimara Reis Gomes, de 38 anos, coordenadora do projeto Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro, recebeu menção honrosa na noite de quarta-feira (4), em Brasília, pelo Programa Antes que Aconteça, instituído pela Lei 15.398, publicada neste ano. A iniciativa, que atua em municípios do noroeste do Amazonas, foi reconhecida entre práticas premiadas em oito categorias, com financiamentos de R$ 50 mil a R$ 200 mil, em evento com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

Cleocimara vive na comunidade de Cartucho, onde moram 40 famílias, a quatro dias de barco de São Gabriel da Cachoeira (AM). Segundo ela, o projeto trabalha junto a 23 povos em 100 comunidades indígenas nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro. A coordenadora afirma que os índices de violência contra mulheres indígenas na região são elevados, mas invisibilizados pela distância dos grandes centros urbanos.

De acordo com Cleocimara, o trabalho busca sensibilizar as mulheres sobre seus direitos e combater a ideia de que a violência faz parte da cultura indígena.


Fonte: Agência Brasil

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Agência Brasil e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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