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Operações federais retiram 10 aeronaves e 15 pistas do garimpo na Terra Yanomami em 4 meses

Balanço da Casa de Governo mostra que operações contra o garimpo ilegal na Terra Yanomami causaram prejuízo de R$ 67 milhões em quatro meses, enquanto a Missão Yanomami registra queda nas mortes por malária e desnutrição no território.

Nesta reportagem

Balanço oficial aponta prejuízo de R$ 67 milhões ao garimpo ilegal entre julho e outubro, enquanto indicadores de saúde Yanomami melhoram

As operações de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, somaram 1.391 ações entre julho e outubro de 2026, segundo balanço da Casa de Governo. No período, as forças federais retiraram de circulação dez aeronaves, sendo seis inutilizadas e quatro apreendidas, e interditaram 15 pistas de pouso clandestinas dentro e no entorno do território indígena.

O balanço oficial estima em R$ 67 milhões o prejuízo causado às redes do garimpo ilícito no período. Os agentes também desmantelaram 67 acampamentos, 14 balsas e 15 embarcações fluviais, além de apreenderem 92,8 quilos de mercúrio, 8,8 toneladas de cassiterita, 12 mil litros de óleo diesel e 5.050 litros de gasolina — insumos que sustentam a cadeia de extração ilegal de minérios no território Yanomami.

No acumulado desde março de 2024, a atuação integrada da Casa de Governo soma 12.296 operações contra o garimpo ilegal, com dano financeiro estimado de R$ 815 milhões aos garimpeiros. O conjunto de ações resultou na inutilização ou apreensão de 66 aeronaves, destruição de 109 pistas clandestinas e desmobilização de 992 acampamentos. O monitoramento territorial registra redução mantida de 99% na atividade garimpeira na Terra Yanomami.

A queda da presença garimpeira aparece refletida nos indicadores de saúde do povo Yanomami. Segundo o Informe 10 da Missão Yanomami, o primeiro semestre de 2026 não registrou mortes por malária no território, e as mortes por desnutrição caíram 73,5% em comparação ao mesmo período de 2023, quando foi decretada a Emergência em Saúde Pública. A mortalidade geral por todas as causas diminuiu 27,2%, de 217 óbitos no primeiro semestre de 2023 para 158 em igual período de 2026, com queda de 40,8% nos óbitos por infecções respiratórias agudas.

A estrutura de assistência médica também cresceu: o número de profissionais de saúde atuando no território saltou de 690 em 2023 para 2.107 em 2026. Os 37 polos-base e as 40 Unidades Básicas de Saúde Indígena da região funcionam regularmente, segundo o relatório.


Fonte: Brasil de Fato

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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