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Amazônia perdeu 690 mil árvores a mais por dia sob Bolsonaro do que sob Lula

Levantamento do InfoAmazonia com base no Prodes/Inpe mostra que a Amazônia perdeu, em média, 690 mil árvores a mais por dia sob Bolsonaro do que no atual governo Lula, e associa o resultado das eleições de 2026 ao cumprimento da meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030.

Nesta reportagem

Análise do InfoAmazonia com dados do Prodes/Inpe compara desmatamento nos dois governos e projeta impacto das eleições de 2026 sobre a meta de zerar o desmate ilegal até 2030

Uma análise do InfoAmazonia, feita com base nos dados do Prodes, sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que produz a taxa oficial de desmatamento, mostra que a Amazônia deixou de perder, em média, 690 mil árvores por dia no atual terceiro mandato do presidente Lula em comparação ao período em que Jair Bolsonaro esteve na presidência, entre 2019 e 2022.

Para chegar à estimativa, o InfoAmazonia calculou o número de árvores derrubadas em cada governo a partir da área desmatada, multiplicada pela média de 565 árvores por hectare de floresta na Bacia Amazônica — metodologia desenvolvida pelo PlenaMata com base em estudo de mais de 100 cientistas. Em seguida, dividiu o total estimado de árvores pelo número de dias de cada período para obter a média diária, conforme detalha a Conexãoin.

Os números do Prodes, cujo período de medição vai de 1º de agosto do ano anterior a 31 de julho do ano de referência, mostram que a taxa de desmatamento na Amazônia caiu 62% nos dois primeiros mandatos de Lula, entre 2003 e 2010. Sob Bolsonaro, a taxa subiu 54%. No terceiro mandato de Lula, já recuou 51% em relação a 2022. No último ano do governo Bolsonaro, o desmate somou 11,6 mil km²; em 2025, foi de 5,7 mil km². Os dados deste ano devem ser divulgados pelo Inpe em novembro.

Ao retomar o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), criado em 2004 e abandonado durante o governo Bolsonaro, o atual governo Lula estabeleceu a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030. Um estudo do Imazon sobre proposta do Plano Setorial de Agricultura e Pecuária estima em 703 km² a área de desmatamento legal que poderia ocorrer em 2030, considerando a redução prevista a partir da taxa de 2022.

Segundo a análise, se for mantida a média de redução registrada entre 2023 e 2025 no governo Lula (1.954 km² por ano), o desmatamento chegaria a 703 km² por ano já em 2028. Caso prevaleça o ritmo de redução do último ano (787 km²), esse patamar só seria atingido em 2032. O resultado das eleições deste ano é apontado como fator decisivo para o cumprimento da meta, já que o candidato Flávio Bolsonaro afirma seguir o modelo de governo adotado por seu pai, Jair Bolsonaro, para a Amazônia e para a demarcação de Territórios Indígenas e Quilombolas.


Fonte: ClimaInfo

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ClimaInfo e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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