Takumã Kuikuro, Isael e Sueli Maxakali, Olinda Tupinambá e Kamikia Kisêdjê defendem territórios e cinema indígena em apoio à reeleição de Lula
Cinco cineastas indígenas dos povos Maxakali, Kĩsêdjê, Kuikuro e Tupinambá divulgaram em Paris um manifesto de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assinam o documento Takumã Kuikuro, Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Olinda Tupinambá e o fotógrafo e cineasta ambiental Kamikia Kisêdjê, que publicou o texto em seu perfil no Instagram.
No manifesto, o grupo defende a demarcação e a proteção dos territórios indígenas e o respeito aos direitos garantidos pela Constituição. Os cineastas também cobram políticas públicas que fortaleçam a produção audiovisual dos povos originários e garantam a circulação dos filmes no Brasil e no exterior, reafirmando o cinema indígena como instrumento de memória, resistência e afirmação de identidades.
“Defender nossos territórios é defender a vida; defender o cinema indígena é defender nossa existência; e defender a democracia é garantir que nossos povos tenham voz, direitos e liberdade para construir o próprio futuro”, escrevem no documento, que também menciona compromisso com a justiça ambiental, a saúde pública e a cultura.
A declaração se soma a outras manifestações do audiovisual brasileiro no segundo turno da eleição presidencial, em que Lula disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL) no dia 25 de outubro. Na mesma semana, cineastas como Kleber Mendonça Filho e Anna Muylaert também declararam apoio ao presidente.
O manifesto reforça a disputa dos povos indígenas por espaço de fala própria no cinema brasileiro, área em que cineastas como Takumã Kuikuro e Olinda Tupinambá já conquistaram reconhecimento em festivais nacionais e internacionais ao narrar, a partir de seus próprios territórios, questões de demarcação, memória e futuro.
Fonte: Mídia NINJA
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Mídia NINJA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

