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Estudo projeta até 13,3 mil mortes no Brasil com calor do Super El Niño

trecho}. Segundo ele, o levantamento traduz em mortalidade o que antes só era possível prever em impacto sobre colheitas. Já Tamma Carleton, coautora da pesquisa e professora da Universidade da Califórnia, Berkeley, defende mobilização imediata de recursos para ampliar a capacidade de resposta, com alertas de calor, centros de resfriamento e proteção a populações vulneráveis e trabalhadores.

Diante do cenário, o Ministério da Saúde afirma estar se preparando com a instalação de bases da Força Nacional do Sistema Único de Saúde, estrutura com equipamentos e pessoal voltada à atuação em emergências e desastres. Os pesquisadores alertam que os números podem ser ainda maiores caso o El Niño se prolongue, e descrevem o fenômeno atual como uma amostra do que se tornará mais comum com o avanço das mudanças climáticas.

No cenário internacional, o relatório projeta 67 mil mortes na África, concentradas na região do Sahel, com destaque para Nigéria, Sudão, Níger e Chade. No sudeste asiático, Filipinas, Vietnã, Tailândia e Camboja somam projeção de 19,4 mil mortes, enquanto a Índia deve registrar 15,8 mil. Nas Américas, Estados Unidos, Venezuela e Colômbia aparecem entre os países mais afetados depois do Brasil.

Nesta reportagem

Pará, Maranhão, Amazonas e Bahia concentram as maiores estimativas de mortalidade por calor extremo até fevereiro de 2027, aponta laboratório da Universidade de Chicago

O calor extremo provocado pelo Super El Niño pode causar até 13,3 mil mortes no Brasil, com maior concentração nas regiões Norte e Nordeste, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago. O país aparece como o mais afetado da América Latina pelo fenômeno, que é o aquecimento fora do padrão das águas do Oceano Pacífico, e ocupa a quinta posição no ranking mundial de mortes estimadas, atrás de Índia, Sudão, Indonésia e Nigéria.

O levantamento projeta 451 mil mortes no planeta até fevereiro de 2027 em decorrência do fenômeno, que começou em junho de 2026 e deve fazer os dias extremamente quentes praticamente dobrarem, com temperaturas pelo menos 1,2°C acima do normal. No Brasil, o período mais crítico deve ser o verão, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. Segundo o relatório, o Pará deve registrar a estimativa mais alta do país, com 2,3 mil mortes, seguido pelo Maranhão, com 1,3 mil, e por Amazonas e Bahia, com 1,2 mil cada.

O estudo reforça que as regiões mais atingidas pelo Super El Niño estão concentradas no que os pesquisadores chamam de Sul global, incluindo territórios historicamente marcados por menor infraestrutura de saúde e maior vulnerabilidade climática. Michael Greenstone, cofundador do laboratório e professor da Universidade de Chicago, afirma que os números representam pessoas reais:


Fonte: Agência Brasil

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Agência Brasil e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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